Redução de Riscos
A Economia Social como Estratégia
de Desenvolvimento Local
Cidadania e Desenvolvimento
Social
A Escola no Séc. XXI
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Sessão:
Redução de Riscos
Nesta
sessão participou o Prof. Luís Fernandes da FPCE-UP e houve
o testemunho experiencial da D. Manuela Maria.
Relativamente
à comunicação do Dr. Luís Fernandes as ideias-chave
foram as seguintes:
-
a Redução de Riscos é entendida pelos responsáveis
da saúde como um “mal menor”, ou seja, a Redução
de Riscos não é ainda uma prática integrada e assumida
por parte dos sistemas públicos com responsabilidades na área
do consumo de drogas;
-
embora se fale em Redução de Riscos, esta deve orientar-se
sempre para um percurso que tenha como finalidade o tratamento;
-
a Redução de Riscos não deve ser reduzida a um
conjunto de acções de rua e deve ser fundamentalmente
uma política integrada de saúde;
-
as práticas de redução de danos só o serão
verdadeiramente se respeitarem a opção do consumidor;
-
foi salientado os problemas que colocam a Redução de Riscos,
sendo um deles o facto de levar a encobrir o problema das drogas;
-
foi defendido que o problema das drogas envolve muitas outras dimensões
da organização das sociedades modernas, sendo o fenómeno
da droga mais uma consequência do que causa de problemas como
o abandono escolar, a pobreza, o desemprego, etc.;
-
a Redução de Riscos pode levar a uma certa associação
entre estas problemáticas;
-
a propósito do estudo de caracterização da Redução
de Riscos em Portugal efectuado pelo orador, conclui-se:
a)
a resposta em Redução de Riscos é insuficiente;
b) o sistema público ainda não integrou
a prática da Redução de Riscos;
c) permanecem as situações de precariedade
da situação laboral da maior parte dos técnicos
que trabalham na Redução de Riscos, o que em nada favorece
a consistência e operacionalidade destas iniciativas.
Relativamente ao testemunho experiencial, há a salientar duas conclusões
fundamentais:
1-
um toxicodependente recuperado é sempre um ex-toxicodependente,
dificilmente se livra desse estigma;
2- depois do tratamento o problema maior é como
conseguir dinheiro; durante o consumo esse problema é menor já
que tudo se faz para o conseguir, não há qualquer vergonha
ou dificuldade.
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Sessão:
A Economia Social como Estratégia de Desenvolvimento Local
Nesta
sessão participaram:
- Dr. Fernando
Martinho Presidente da Direcção da UniNorte
- Dr. João Gomes Duarte Presidente da Câmara Municipal
de São Miguel, Ilha de Santiago, Cabo Verde
- Dr. Klaus Zimmerman Coordenador de Intercâmbios de Formação
no Programa Leonardo da Vinci da EU
- Testemunho experiencial D. Lucinda Sequeira
Em
termos globais, é possível sublinhar as seguintes ideias-força
desta sessão temática:
-
o Sector Cooperativo e Social, sendo um dos sectores económicos
previsto na Constituição da República Portuguesa
assume cada vez mais maior importância pelas diferenças,
sinergias e intercepções que estabelece com o sector público
e com o sector privado;
-
foram referidas várias características das organizações
da Economia Social, destacando-se: gestão democrática,
estão orientadas para o capital humano, têm valores e princípios
e estão vocacionadas para a solidariedade social;
-
foram dados vários exemplos de áreas económicas
em que a economia social tem vindo a assumir uma importância crescente,
designadamente sob a forma de cooperativas, quer em Portugal, quer na
Europa, quer no mundo. Destacam-se as áreas da habitação,
do emprego, dos transportes, da banca, da energia e da gestão
de recursos naturais.
-
a Economia Social surge cada vez mais como uma forma de combate à
pobreza, ao desemprego e à exclusão social. A este propósito
o testemunho experiencial relatou o trajecto de criação
do seu próprio emprego, trajecto esse que contou com o apoio
de várias instituições locais como do Centro Social
da Paróquia Nossa Senhora da Ajuda, da ADILO e da Associação
Nacional de Direito ao Crédito;
-
finalmente, foi referido o papel da Economia Social na construção
europeia.
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Sessão:
Cidadania e Desenvolvimento Social
Nesta
sessão participaram:
- Dr.ª Virgínia de Sousa Assessora no Centro Distrital de
Segurança Social do Porto
- Dr.ª Rosa Madeira Docente da Universidade de Aveiro
- Dr.ª Maria José Araújo Centro de Investigação
e Intervenção Educativa da FPCE-UP
Em
termos globais e a propósito da cidadania e da exclusão
foi referido que “ser humano é tornar-se humano” o
que, desde logo, implica que a intervenção não deve
ser para as pessoas mas com as pessoas. Implica, também, não
intervir sobre as pessoas, mas sobretudo, tornar as instituições
inclusivas.
Abordar
o tema da exclusão implica necessariamente tratar a questão
da promoção da cidadania, já que, o excluído
é tendencialmente o não cidadão.
Urge
uma nova política que recuse operar numa lógica de causalidades
lineares, que promova a participação e o empowerment dos
actores locais e, finalmente, que sejam medidas integradas.
A
promoção da cidadania integra necessariamente:
-
políticas diferentes ao nível da organização
das cidades;
- a valorização do espaço local; e também,
- transformações ao nível das instituições
que trabalham directamente com as populações. No interior
dessas instituições, os técnicos devem rejeitar
o conformismo e o pessimismo, com vista a contrariar uma certa tendência
para a naturalização dos problemas sociais.
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Sessão:
A Escola no Séc. XXI
Nesta
sessão, houve a intervenção de:
-
Dr. António Leite - Director do Centro de Formação
João de Deus
- Dr.ª Luísa Neves – Escola EB 2/3 de Miragaia
- Testemunho Experimental - Liliana e Daniela – Alunas da Escola
EB 2/3 Leonardo Coimbra
Algumas
conclusões:
»
A Escola do séc. XXI é a Escola que temos, não
é uma realidade estampada nem mítica.
» À Escola é pedido que forme cidadãos
ao nível de várias competências:
»
Comunicação
» Profissionalização
» Cientifico
» Sociais e de Integração
» Políticos e de Cidadania
A
partir daqui surgem alguns desafios:
» Que formação para os nossos professores?
» Qual a implicação das entidades
locais no interior da escola?
» Que relação a Escola estabelece
com o seu território?
Apesar
de a Escola ter permitido o aumento dos níveis de escolarização
e significar um espaço fundamental de socialização
existem algumas contradições destacando-se:
»
Acesso democratizado vs
sucesso limitado
»
Abertura vs frequência
efectiva
»
Espaço Especializado vs
Resposta a todas as questões
»
Enorme dependência do sistema vs
exigências de autonomia e flexibilização
Numa
perspectiva de mudança, foi salientado que ao nível de Administração
é necessário reforçar a autonomia das Escolas e a
sua integração / implicação no território.
Ao
nível da Escola deve haver uma maior adaptação, diálogo
e implicação com o território onde está inserida
e, sobretudo, uma estratégia pedagógica realista e coerente
com os recursos intrínsecos à própria Escola e que
são em primeira linha os próprios alunos e professores.
Numa
palavra, a Escola é e será aquilo que todos nós esperamos
e fazemos para que seja.
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